Foi bom enquanto durou

Foram quase três anos de Quatro4dois.

Um projeto que foi criado visando a escrita compartilhada justamente para que o blog sempre tivesse fôlego.

Durante bom tempo conseguimos manter o site atualizado a cada dois, três dias.

Mas é curioso olhar que os dois últimos textos publicados foram de despedidas.

Já não havia mais fôlego.

Era preciso encerrar de vez o blog, principalmente para dar uma satisfação para quem sempre respeitou e acompanhou nosso trabalho.

Nova Charge

Eu poderia lamentar o fim de um projeto entre amigos, mas prefiro relembrar os materiais que produzimos.

Como foram muitos textos (370), vou exaltar os 61 vídeos.

Para quem gosta de futebol, nosso canal no Youtube é um prato cheio.

Tem Amoroso, Ademir da Guia, Rivellino, Zenon, Dicá, Neto, Polozzi, Jair Picerne, Carbone, Andreas Pereira, Borges, Fumagalli, Gléguer, Adrianinho e tantos outros vídeos curiosos sobre futebol. [vídeos disponíveis em youtube.com/user/blogquatro4dois/videos]

 

Quando meu parceiro Plácido Berci – idealizador do blog- me convidou para iniciarmos o projeto, a ideia era apostar na produção de vídeos sobre futebol.

Videos estes, aliás, que nos proporcionaram dar uma palestra para os alunos de jornalismo da UNIFAE, em São João da Boa Vista sobre conteúdo multimídia na internet.

É muito bom olhar para trás e ver todo o material que publicamos.

Encerro o Quatro4dois com a sensação de dever cumprido.

Foi bom enquanto durou.

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Obrigado, Quatro4Dois

Na vida, as coisas são geralmente como um texto jornalístico. São feitas de introdução, desenvolvimento e uma conclusão. Seja uma conclusão boa ou ruim, mesmo as experiências mais legais chegam ao fim. É o que acontece com o – daqui para frente – saudoso Quatro4Dois. Como tudo que foi feito aqui sempre foi cercado de seriedade, nada melhor do que uma satisfação de cada um de nós para esse término. Assim como dizem de alguns relacionamentos, foi bom enquanto durou. Mas por motivos profissionais, pessoais, falta de tempo e outros ‘n’ fatores, infelizmente o blog foi ficando órfão, cada vez menos atualizado e bem longe de suprir a proposta pela qual foi criado.

Tenho certeza que todos aprendemos bastante com isso aqui, cada um à sua maneira. Essa não havia sido a minha primeira experiência com um blog. Antes, havia feito um durante a Copa de 2010, fazendo análises de todos os 64 jogos do Mundial. Naquela altura, no primeiro ano de faculdade, talvez não soubesse, mas hoje percebo o quanto aquilo foi importante. Ter escrito tanto fatalmente melhorou meu estilo, minha forma de transmitir o que estava vendo. Hoje, como repórter de jornal, preciso fazer isso da melhor forma possível.

O Quatro4Dois chegou num momento diferente. Em 2013, já estava prestes a terminar a faculdade. Convidado pelos amigos Plácido Berci e Vinícius Bueno, percebi de cara que o projeto seria bem diferente daquele meu blog que só escrevia sobre Copa, que quase ninguém lia e eu até fazia sem muito compromisso. O Quatro4Dois começou engatinhando, conhecendo o terreno, mas logo começou a se firmar. Pessoalmente, nunca fui criativo como os outros integrantes, que têm muita competência com imagens, vídeos, algo muito mais dinâmico. Eu sou diretão, gosto de escrever textos – na maioria das vezes bem longos -, análises. Curto tática, números, estatísticas. Isso explica eu sempre gostar muito mais de matemática do que de português.

Enfim, o Quatro4Dois cresceu, de blog se tornou site, ganhou fanpage no Facebook com quase 2 mil e 400 curtidas. Chegou ao Youtube, foram produzidos vídeos muito interessantes. A época da Copa aqui no Brasil foi marcante. Sem dúvidas, o “Minha Seleção” foi dos pontos mais altos de todo esse projeto. Ousamos mais um pouco com o Valle Tudo, com o também parceiro Paulo do Valle. Entrevistas fantásticas, como a feita com o Neto, não podem ficar para trás.

Mas uma hora o ritmo caiu.

As obrigações profissionais continuaram tomando o mesmo tempo de antes, mas, para alguns, o nível de motivação acabou diminuiu. Aconteceu, infelizmente. Não adiantava fazer uma programação, você escreve tal dia, fulano no outro e assim vai. O que talvez fez o blog crescer sem dúvida foi o compromisso, mas acima de tudo o prazer, o querer fazer algo diferente e fazer com que aquilo se transformasse no que se tornou. Quando a “chama” começa a apagar, fica difícil. Os posts, que apareciam aos montes em várias Tls do Facebook, rarearam. Por mais que um ou dois mantivessem ativo o projeto, é preciso reconhecer que as quatro, cinco mãos que ajudaram a erguer o projeto não eram as mesmas que estavam lá para segurá-lo no momento difícil.

E, inevitavelmente, chegou ao fim. Não da forma que nós gostaríamos, mas, para manter a seriedade do projeto, que foi uma das marcas de tudo isso, precisamos dessa “despedida”. Como falei lá no início, o Quatro4Dois certamente foi marcante. Para alguns mais, para outros um pouco menos. Mas, sem nenhuma dúvida, nos ajudou, ajuda ou vai nos ajudar lá na frente. Com a experiência, o trabalho em equipe, o orgulho de, durante todo esse tempo, ter ouvido e lido muito mais elogios do que críticas.

Para finalizar mais um textão da minha parte, agradeço a todos os colegas. Plácido, Vinícus, Brazão, Do Valle, Luis e tantos outros que, de alguma maneira, participaram do projeto. A foto que ilustra este post, de uma das poucas reuniões de pauta, simboliza um pouquinho de toda essa experiência. Vale ressaltar, no entanto, que foram poucas, mas muito bem aproveitadas. O Quatro4Dois termina, mas quem sabe essa turma toda não se reúne de novo pra tocar um outro projeto futuramente. Essa experiência já provou que dá resultado.

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Os bastidores de La Bombonera e as curiosidades da história do Boca Juniors

O repórter Vinícius Bueno visitou o estádio do Boca Juniors para conhecer os bastidores do Museu Boquense e apresenta, neste vídeo, os detalhes e as curiosidades da história de um dos times mais emblemáticos do futebol Sul-Americano.

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O time e o jornal da infância

Quando tinha uns oito anos, morava na casa dos sonhos.

Um sobrado se apertava no fim do terreno abrindo espaço para um gramadão que dominava a área.

Minha mãe insistia em cultivar plantas nas laterais da grama. Diariamente folhas e flores eram arrancadas por chutes imprecisos. O objetivo principal não eram elas Mãe, eu juro. Era sempre a caixa de correio. De cor verde, a caixa, destinada obviamente à armazenar cartas, localiza-se num ponto estratégico: o “ângulo” do muro que cercava a frente da casa.

Meu pai nunca foi bom de bola. Mesmo assim se empenhou por anos para que eu fosse. Jogava comigo toda santa vez que era requisitado. Na base do um contra um mesmo.

Gostei da ideia do 1×1 e chamava com frequência amigos pra jogarem. Criamos campeonatos importantíssimos – o cérebro de uma criança de oito anos é poderoso –  e defendíamos nossos times do coração. Um pivete era o Corinthians, outro era o Palmeiras, São Paulo…

O clube precisava de um nome. Que tal “Clube dos Craques”? Eu e outro amigo criamos um hino, fizemos carteirinhas e decidimos montar um time reunindo todos os talentos. O primeiro jogo “oficial” teve uma espécie de broche com o símbolo impresso colocado num colete. Coisa fina… Amistosos contra escolinhas de futebol da cidade passaram a acontecer. Patrocínio foi questão de tempo.

“Falta uma coisa pra documentar tudo isso”, pensei.

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Foto tirada em 1998 de um duelo épico do Clube dos Craques (de branco): vitória por 30 a 8… Eu era o esbelto camisa 7

Surgia o “Extra, Extra”, jornalzinho inicialmente feito à mão que era copiado no xerox da esquina de casa. Era a casa de cópias de um japonês, que devia me julgar louco, mas sempre garantia, sorridente, um trocado com as minhas moedas vindas do fundo do sofá.

Assim nasceu minha paixão pelo futebol e pela necessidade de registrar coisas. Assim nasceu o gosto pelo jornalismo.

Por dois anos e meio o projeto Quatro4dois exerceu para mim, em proporções adultas, o papel do meu jornalzinho da infância. Entrevistei grandes nomes esportivos e divaguei livremente nas madrugadas da vida.

Por motivos profissionais, impensáveis para o garoto de oito anos, preciso me desligar do projeto por tempo indeterminado. Quem sabe um dia o retome.

Encerro, por ora, minha participação com um pensamento do filme lançado no ano em que nasci, 1989, “Sociedade dos Poetas Mortos”.

“Devotos podem discutir se um esporte é melhor que outro. Para mim, o esporte é uma chance de outros seres humanos nos levarem a dar nosso melhor”.

Obrigado, Pai. Obrigado, amigos. Obrigado, japonês do xerox. E que venham novos desafios e histórias.

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